Psicologia / Psicoterapia

Uma analogia com as árvores ajuda-nos a compreender os benefícios da Psicologia para o indivíduo.

As árvores  expandem sua copa até o céu e mergulham suas raízes no solo,  universalmente são tidas como símbolo da vida e portanto são uma representação simbólica do psiquismo humano.

Uma árvore que possua poucas raízes e muitos ramos, facilmente pode ser arrancada, derrubada, desarraigada. Já uma outra, com abundantes raízes, mas uma pequena copa, dificulta a função nutridora da seiva, faltando-lhe assim energia e elementos vitais. Portanto, para uma árvore ser saudável e bela, tanto suas raízes como sua copa precisam crescer de maneira semelhante, e assim oferecer no momento correto flores, frutos, sombra e acolhimento. O mesmo é necessário ocorrer na psique de cada indivíduo, para que ele possa se realizar e realizar-se no mundo.

A psicologia, portanto abre caminhos que conduzem ao autoconhecimento, para que as vivências da vida não se transformem em amargura, nem em indiferença e sim se cristalizem em experiências de sabedoria.

Abaixo seguem os textos que esclarecem o que é psicologia e algumas abordagens de
psicoterapia.

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Psicologia

A Psicologia, termo derivado do grego, significa “estudo da mente ou da alma”. É a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais. Como tal, leva em conta o desenvolvimento, a aprendizagem, a percepção, a memória, o pensamento, o sentimento, a emoção, a linguagem, a motivação, a inteligência, o comportamento e suas bases fisiológicas, a personalidade e o ajustamento ao meio ambiente (família, trabalho, grupo social e suas influências).
A Psicologia pode ser aplicada em diversas áreas: escolar, clínica, social, hospitalar, empresarial e comercial, entre outras, além de sua importância na pesquisa.

A prática clínica visa à busca da integração psíquica e do auto-conhecimento, conduzindo o indivíduo a realizar plenamente o seu potencial.

Através de suas principais correntes, a Psicologia propõe-se não só ao tratamento do comportamento anormal, mas também à prevenção e ao alívio do sofrimento psíquico. Está presente o tempo todo em nossas vidas, nas relações que estabelecemos, de natureza profissional, familiar e social. Muitas vezes ouvimos pessoas explicando o próprio comportamento e o de outros, dando conselhos para amigos a respeito de como cuidar dos filhos, como melhorar a vida conjugal, ou o desempenho profissional, criando uma psicologia do senso comum, com base em crenças. Esta conduta impede o conhecimento e experimentação de novas possibilidades e dificulta a ampliação do quadro de referências de cada um dos indivíduos envolvidos, que crêem haver padrões rígidos de comportamento, pensamento, sensações e sentimentos, negando o caráter único de cada fato e cada indivíduo.

Sendo uma ciência, a Psicologia possui direções lógicas, técnicas e metodologias para compreender o ser humano e, como tal, contribuir para seu desenvolvimento. Os psicólogos esforçam-se ao máximo para resguardar o seu trabalho de seus julgamentos, crenças pessoais e consequentes distorções. Como manter esta atitude está longe de ser fácil, este profissional necessita de muito estudo e de um profundo autoconhecimento.

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Psicoterapia

Segundo a definição do Conselho Federal de Psicologia, que consta no Código de Ética, artigo 1º: “A Psicoterapia é prática do psicólogo por se constituir, técnica e conceitualmente, um processo científico de compreensão, análise e intervenção que se realiza através da aplicação sistematizada e controlada de métodos e técnicas psicológicas reconhecidos pela ciência, pela prática e pela ética profissional, promovendo a saúde mental e propiciando condições para o enfrentamento de conflitos e/ou transtornos psíquicos de indivíduos ou grupos.”(Resolução CFP N.º 010/00)

Há diversas teorias psicológicas que propõem suas condutas e procedimentos, todas com o intuito de ajudar o ser humano a se conhecer, se perceber e se gerenciar, a ser mais feliz, saudável, a conviver melhor em seu meio cultural e social. Destas, citarei algumas linhas psicoterapêuticas: Comportamental, Lacaniana, Psicodrama, Rogeriana, Gestalt, Psicanálise, Winnicottiana e a Psicoterapia Analítica, ou Junguiana.
Como sou Analista Junguiana e, portanto, me aprofundei mais nesta área, focalizarei o conceito de Psicoterapia dentro desta linha teórica.

A Psicoterapia Analítica consiste no encontro de duas pessoas, analista e analisando, para uma exploração intensa e profunda do inconsciente, da vida, de desejos não realizados, de sonhos, reflexões, memórias, fantasias, relacionamentos, conflitos internos e externos, crises, bem como de patologias.

É um trabalho interior, cujo objetivo é conduzir o analisando ao auto-conhecimento, preencher as lacunas abertas da sua história, estabelecer relações e dar sentido e significado ao sofrimento pelo qual passa ou passou, para que se sinta mais integrado, verdadeiro, enriquecido, melhore suas relações e se torne mais criativo, solto, expressivo e saudável.

Ela foi criada por Carl Gustav Jung, partindo da premissa que todo ser humano tende a realizar o que em si existe em essência, a crescer, a completar-se e a desenvolver o seu potencial e habilidades.

O homem é capaz de tomar consciência desse desenvolvimento e de conduzi-lo ao amadurecimento, através do confronto e da colaboração entre o inconsciente e o consciente.

O inconsciente é composto por aspectos pessoais (história de vida) e coletivos (hereditários, culturais, religiosos e raciais), os quais influenciam os processos conscientes, podendo provocar distúrbios de natureza psíquica e somática (corporal).

A terapia Junguiana realiza-se por meio de encontros frequentes (sessões) entre terapeuta e analisando, no consultório daquele, agendados conforme a necessidade do paciente, em geral uma vez por semana. Cada sessão dura de 50 minutos à uma hora.

Nesse espaço terapêutico, o analisando pode expressar-se livremente, de acordo com suas necessidades, tendo garantido o sigilo do analista.

O tratamento acontece através da comunicação verbal, ou através de metodologias projetivas embasadas na Psicologia Junguiana, como Sandplay, imaginação Ativa, e também através do uso de recursos expressivos, como desenhos, pinturas, esculturas, e técnicas corporais, tais como ralaxamento, toques sutis e cinesiologia (Integração Físiopsiquica). A escolha dos métodos e técnicas a serem empregados depende da necessidade de cada paciente, e pode ser feita pelo analisando ou proposta pelo analista, porém sempre respeitando a vontade do paciente.

O analista, um psicólogo ou psiquiatra, senta-se em frente ao seu paciente, enquanto este compartilha sua história passada e atual, suas fantasias, seus sonhos. Conforme a narrativa vai acontecendo, aspectos escondidos da história vão sendo resgatados, preenchidos e integrados, num esboço que gradativamente se aproxima da clareza, promovendo a evolução rumo ao autoconhecimento e a ampliação do quadro de referências do paciente.

O analista é testemunha deste processo e acompanha a vida de seu analisando, iluminando-lhe o caminho, abrindo-lhe atalhos, compartilhando e confiando seus sentimentos, sensações e intuições durante todo o percurso.

O paciente também tem uma participação ativa nesse processo, enfrentando suas dificuldades, aceitando e reconhecendo o que antes era inconsciente ou negado e desenvolvendo a dose suficiente de energia moral para aplicar o que aprendeu e percebeu em sua vida, e assim conquistar a verdadeira transformação.

O tempo de duração da terapia não pode ser determinado previamente, pois depende da motivação do paciente, de sua capacidade para transformar os sintomas que o trouxeram para a análise. Sua conclusão é determinada pela percepção de que o analisando está bastante consciente de suas questões, já atingiu um grau de maturidade psíquica suficiente para “andar sozinho”.

O trabalho de reconstituição da história do paciente dá-se conjuntamente e é como a construção de um jardim: no início parece não ter linhas que delimitam o relevo, ou fronteiras, mas aos poucos seu solo vai sendo fertilizado, as pragas retiradas, as plantas colocadas no lugar certo e, à medida que ambos, analista e analisando, vão se afinando e estabelecendo ressonância, mais bonito este jardim vai ficando, com cores, padrões, texturas, aromas e vida, tornando-se cada vez mais aconchegante e único.

“Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem  passeia por eles.” Rubem Alves

Apresento os conceitos fundamentais da psicologia analítica de maneira resumida, ilustrados com cenários do Sandplay no link Psicologia Analítica e Sandplay.

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Psicoterapia infantil com base na psicologia analítica

Apesar de seus tropeços e dificuldades, a criança possui uma facilidade surpreendente para a renovação e para transpor obstáculos. Teoricamente, ela pode ser inserida em um processo de análise com base na Psicologia Analítica por volta dos 4 anos de idade. No entanto, o que realmente delimita sua aptidão para se beneficiar da psicoterapia é sua capacidade de interagir com o outro e expressar-se por símbolos em suas brincadeiras, desenhos, sonhos, fantasias e jogos.
Diferentemente do adulto, que pela racionalização cria uma ruptura com o “Si Mesmo”, ou seja, perde o elemento simbólico, nas crianças podemos perceber o material simbólico, arquetípico, concretizar-se, pois ela tem poucas barreiras defensivas. Sendo mais livre e espontânea, tem um contato direto com o inconsciente, o que facilita sua sintonia com o universo simbólico.
Muitas questões técnicas aparecem no atendimento infantil: atender a família; falar com outros profissionais que cuidam da criança, como médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, professores; participar ou não das brincadeiras; acolher ou devolver para a criança o material que ela traz; colocação de limites; resolver que material, jogos ou testes devem ser utilizados com cada uma.
Dentro da Psicologia Junguiana não existe um método no qual nos possamos basear, pois Jung considerava fundamental que cada um desenvolvesse a sua criatividade, tomando cada indivíduo como um ser único e, como tal, requerendo diferentes abordagens por parte do terapeuta. Assim, a flexibilidade e a criatividade do analista devem ditar as diretrizes a seguir, o que lhe confere liberdade e permite a aproximação de sua criança interior e, consequentemente, da criança sob seus cuidados.
O material utilizado ao longo do processo vai delineando o caminho a percorrer. A criança tem o inconsciente mais aberto, o que permite vivenciar, conhecer, explorar o símbolo de forma concreta, e facilita muito o desenvolvimento do processo analítico.
Na minha experiência de atendimento infantil, percebo que, devido à ligação que a criança mantém com o inconsciente dos pais, sua submissão à análise acaba fazendo um resgate de toda a família e mostrando os símbolos de cada um. Com base nos dados colhidos, ofereço atendimento e suporte aos pais, porém sempre respeitando a alma, validando a vida interior do adulto e reconhecendo a existência da criança interior necessitada de cura em cada um.
Da mesma forma, é notório que pais que já se submeteram à análise compreendem melhor o que o analista diz, contribuindo mais efetivamente para o tratamento de seus filhos.
No meu consultório utilizo, como recurso para o tratamento de crianças, trabalhos corporais, artísticos, desenho, pintura, colagem, argila, pirógrafo, trabalho com sonhos, contos de fadas, mitos, jogos, fantasias, teatro, e utilizo também a metodologia Sandplay, da psicomotricidade, bem como técnicas de relaxamento, conforme a demanda e a escolha do caminho a ser percorrido por cada criança.

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Psicoterapia infantil e Sandplay - Jogo de Areia

O SandplayJogo de Areia é uma metodologia que tem como recurso o brincar, tão importante para toda a vida de um indivíduo.

A principal emoção curativa do Sandplay é a alegria que surge em decorrência da possibilidade de brincar.

As brincadeiras das crianças têm inúmeras funções:

  • Completar o desenvolvimento neuro-motor;
  • Proporcionar o conhecimento do corpo;
  • A elaboração do tempo através do ritmo;
  • A elaboração de conteúdos afetivos, emocionais e históricos;
  • O desenvolvimento da segurança afetiva, por meio de brincadeiras de monstros, heróis, reis, príncipes, em que os heróis enfrentam os monstros até a morte, conquistam a vida e integram os opostos, o que é importante para a segurança afetiva;
  • O desenvolvimento cognitivo;
  • Fomentar o relacionamento social e o conhecimento do mundo.

As brincadeiras são importantes elementos simbólicos e constituem uma das atividades iniciais do “eu”.

Como o Sandplay é uma atividade que proporciona a oportunidade de brincar, ao fazê-lo, a criança desenvolve o humor, a imaginação, a curiosidade, a espontaneidade, a invenção; imita, conta, vive ou revive histórias, estabelece relações de tempo e espaço e é a protagonista da sua história e cúmplice do enredo do sonho de sua alma. A psicoterapia que utiliza o Sandplay propicia esse brincar simbólico.

O adulto que não brinca esqueceu como fazê-lo, não se autoriza a tal e acaba adoecendo. É necessário reconciliar-se com sua infância, pois este é o caminho de cura não só para a criança, mas também para a criança escondida no adulto, a qual lhe traz alegria, potencial criativo e espontaneidade.

Assim como os sonhos revelam o inconsciente, o nível profundo do ser, muitos conteúdos ocultos são revelados através dos cenários da caixa de areia e das brincadeiras infantis. Cabe ao analista acolhê-los, sem tentar explicar, justificar, julgar ou interpretar as brincadeiras, mas tornando-se cúmplice da criança, tirando-a do isolamento e fazendo-a relacionar-se com o outro. Para tal, precisa lançar mão de muita concentração, estar presente na brincadeira da criança e seguir-lhe cada passo, ao seu lado, aventurando-se a encontrar os mistérios únicos que os gestos e o brincar revelam.

Os cenários construídos na caixa de areia, assim como os desenhos, pinturas, escultura, expressões corporais, danças, histórias, poemas, brincadeiras, ou seja, tudo que é espontâneo, prazeroso e artístico, fomentam a percepção de imagens, tendo, portanto, efeito acumulativo no cérebro, abrindo caminhos e aumentando o número de sinapses neurológicas, o que consequentemente gerará ampliação de consciência.

O analista que atende crianças precisa ajudá-las a estruturar seu “eu” para que ele mantenha o contato com o Si-mesmo, para que este canal não fique obstruído, gerando sintomas nocivos. Fazemos isso utilizando a linguagem do Si-mesmo, a linguagem das imagens, tendo como nosso aliado o Sandplay, um excelente instrumento para tal fim.

A criança é fundamentalmente imagética, principalmente a que ainda não passou pelo processo de educação cognitiva, mantendo a familiaridade com o universo pictórico. Ela é essencialmente curiosa, e a curiosidade, a novidade, é o que motiva o cérebro a fazer novas conexões e a fortalecer as já existentes. O Sandplay, com a quantidade de miniaturas disponíveis e as possibilidades que a areia fornece, possibilita o desenvolvimento cerebral.

Em cenários do Sandplay, vemos concretizarem-se imagens desses períodos bastante primitivos da infância que, se não forem desbloqueados, causam sintomas, como adoecimento e bloqueios psíquicos.

O trabalho na caixa de areia facilita esta regressão. Ele permite que inúmeras expressões de imagens arquetípicas surjam nos cenários infantis, espontaneamente, sem esforço, como uma pulsão integrativa.

A psicoterapia infantil e o olhar observador e acolhedor do terapeuta sobre os cenários de caixa de areia oferecem às crianças a possibilidade de viver experiências relacionais significativas e de saberem verdadeiramente quem são, pois na experiência relacional o indivíduo encontra seu “eu”, sua identidade. Através dessa metodologia a criança também aprende limites necessários para um convívio social saudável, tais como: cuidar das miniaturas e dos materiais para não quebrá-los; não derrubar areia para fora da caixa; o respeito ao ambiente e ao outro. Para além do desenvolvimento emocional, esta metodologia também contribui para a expansão da criatividade, da autonomia, através da escolha da miniatura que irá ser usada, a qual a criança pega tomando cuidado para não derrubar outras, fator que promove igualmente o desenvolvimento da coordenação motora fina e da organização espacial. Administrar tudo isso em um limitado espaço de tempo amplia a consciência temporal.

No Sandplay, a fantasia liberta a criança da realidade concreta dos sentidos, quando estes se tornam insuportáveis, pondo em risco o equilíbrio psíquico. Assim, se a criança não aceitar a explicação correta, não significa que ela a ignora, mas apenas que a nega, para assim poder abstrair e desenvolver a liberdade de elaborar sua visão de mundo própria.

Conforme a consciência do indivíduo vai se desenvolvendo desde a infância, o “eu”, ao se estruturar saudavelmente, amplia o quadro de referências da pessoa, integrando-se a sua personalidade.

No Sandplay, tanto a psique do paciente como a do terapeuta se unem em um contexto imagético, portanto simbólico e pré-verbal, recriando a relação primal com a mãe. Os cenários montados na caixa de areia permitem ao analisando regredir a estágios primitivos de sua psique e voltar a reconstruir o desenvolvimento psíquico.

É importante que o terapeuta do Sandplay seja acolhedor e transmita confiança para a criança e que conheça as etapas do desenvolvimento psíquico e egoico do ser humano, e saiba observá-las nos cenários, para assim compreender melhor o nível de consciência em que a psique do paciente se encontra naquele momento e poder lhe oferecer um espaço “livre e protegido”, que lhe proporcione a gradual expressão e ampliação de consciência, caminhos para a formação de uma psique saudável.

Se houver interesse em obter mais informações a este respeito, acesse o link artigos e leia o artigo “Psicoterapia Infantil e Sandplay”

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Orientação Vocacional

A orientação vocacional consiste em conduzir a pessoa que necessita fazer uma escolha profissional à conscientização de seus potenciais, aptidões e inclinações, a fim de que possa escolher adequadamente a atividade que quer exercer durante sua vida e, sendo esta escolha encarada como um labor, que este seja prazeroso e desempenhado com competência.

A palavra trabalho tem origem latina: tripaliun (três paus), que significa instrumento utilizado para subjugar os animais e forçar os escravos a aumentar a produção. Mais tarde, ganhou o sentido moral de sofrimento, fadiga, encargo, só posteriormente tendo adquirido o sentido de trabalhar, labutar. Portanto, uma boa Orientação Vocacional é um espaço ritual para que o indivíduo possa encontrar o seu caminho e a sua direção para ter alegria na vida, laborando sem sofrer.

Para poder fazer uma escolha verdadeira, primeiramente é preciso que a pessoa esteja disponível a fazer um mergulho no seu interior.

Querer atingir um objetivo externo sem realmente se conhecer ou simplesmente não ter meta alguma representa um enorme risco, como afirma o velho dito popular: “cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir”, referindo-se ao perigo de se fazer escolhas de forma inconsciente.

A orientação vocacional que realizo em meu consultório constitui-se em dez encontros com 1hora de duração e tem como objetivo promover este espaço para que a pessoa possa refletir, trocar idéias, se aprofundar internamente e chegar finalmente a uma escolha, encontrando sua vocação. Para tal utilizo como recurso a reflexão, o diálogo, o Sandplay, a análise de sonhos e alguns testes psicológicos.

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Formação do Analista Junguiano

A formação do analista junguiano não se limita à graduação em Psicologia, requer um aprofundamento do conhecimento técnico e teórico da linha que ele se propõe a seguir. Sendo a psicoterapia a arte de restaurar histórias, o analista necessita desenvolver uma postura de acolhimento ao paciente, de relacionamento, cumplicidade, empatia, apoio, deixar-se tocar pelo sofrimento alheio, comprometer-se com o sigilo, ter uma escuta atenta, não julgar, ser observador, deixar sua intuição fluir, organizar as informações que recebe e devolvê-las ao paciente.

A experiência pessoal, cultural e profissional do analista são elementos fundamentais para o aprimoramento, desenvolvimento e sucesso de todo o processo analítico. Ele também necessita ter passado por uma vivência profunda de terapia, denominada análise didática, além de supervisões realizadas por outro analista didata e realizar diversos seminários e leituras sobre a base teórica Junguiana.

Embora a teoria dê segurança e sustentação ao atendimento, sem o encontro verdadeiro, a abertura para o outro, não ocorrerá a expressão psíquica e a consequente compreensão do processo.

O analista Junguiano precisa ainda desenvolver um conhecimento amplo de símbolos, mitologia, contos de fadas, Literatura, Filosofia, Religião, Psicopatologia, História e Atualidades, entre outros.

A formação pelo Instituto Junguiano de São Paulo, ao qual eu pertenço, processa-se primeiramente através de uma seleção dos candidatos, levando em conta os pré-requisitos estabelecidos pela International Association for Analytical Psychology-IAAP (Zürich).

Após a aprovação, os interessados submetem-se, por quatro anos, ao aprendizado de aspectos teóricos (basicamente através de seminários) e práticos (através de supervisões individuais e estudos de caso em grupo).
Para obter o título de analista, o profissional deve apresentar um caso clínico e defender uma monografia.
O analista passa então a ser membro analista da Associação Junguiana do Brasil-AJB, reconhecido pela International Association for Analytical Psychology-IAAP (Zürich).

A ISST (International Society for Sandplay therapy), Sociedade Internacional de terapia de Sandplay/Jogo de Areia, é uma organização legal para treinar pessoas na metodologia do Sandplay e para quem está comprometido com a prática desta forma de terapia e com o desenvolvimento de pesquisa científica.

Suas metas são:

  1. Promoção do estudo de Terapia de Sandplay.
  2. Propagação e disseminação de conhecimento sobre Terapia de Sandplay.
  3. Promoção de padrões qualificados de treinar a prática da metodologia em base de conduta terapêutica ética.
  4. Organização e execução de congressos e convenções.

Inglês e alemão são as línguas oficiais da ISST.

Para se conseguir obter esta formação é necessário preencher algumas qualificações: ter formação universitária em Medicina ou Psicologia; conhecimento de psicopatologia e psicodiagnóstico, realizados em estudo formal e experiência clínica; ter feito ou estar em análise individual de linha Junguiana. O processo de certificação exige que o analista tenha feito um processo pessoal em Terapia de Sandplay com um membro reconhecido pela ISST; treinamento teórico de no mínimo 100 horas de participação em seminários na tradição de Dora Kalff, que está baseado nos princípios da psicologia de C.G. Jung. O número total de horas de supervisão pela ISST de Zurique é de no mínimo 80, com membro reconhecido, além de ter realizado supervisão de atendimento com pelo menos dois supervisores diferentes (na visão da ISST, o supervisor deve ser diferente do analista do processo pessoal). Por fim, o analista deve apresentar um trabalho simbólico e um Caso Clínico, que serão avaliados por quatro leitoras, membros da ISST e nomeados pela orientadora escolhida.

Para se tornar um Teacher Member, ou seja um Membro Didata da ISST,  é necessário aguardar dois anos com o status de Membro e depois, durante um dos congressos internacionais da Sociedade, o  candidato passará por uma banca examinadora, a qual o avaliará através de uma prova oral de três horas sobre um caso clínico completo e dirá ao final do exame  se o candidato está apto a receber o título.
Ao procurar um analista, o analisando deve certificar-se da boa formação do profissional, antes de consultá-lo.

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Bibliografia

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